quando alguém vê uma imagem, imediatamente atribui a ela uma significação, com base em seu próprio repertório de símbolos. é um exercício automático: as pessoas buscam identificar qualquer coisa que entre em seu campo de visão. uma vez identificada a imagem, um significado é dado.
a arte abstrata desafia esse hábito. ela não tem a pretenção de representar um signo semiótico definido e, por isso, sua apreciação ativa as áreas do cérebro que lidam com sensações e sentimentos. a arte abstrata é um respiro à racionalidade, uma forma de abrir brechas na rigidez do intelecto, um modo de se tornar espectador do próprio inconsciente espelhado na obra.
neste ensaio, entretanto, me aproprio da liberdade de interferir na neutralidade interpretativa da contemplação. como na brincadeira de olhar o céu e encontrar desenhos das nuvens, compartilho aqui o que algumas imagens me contaram.
você pode aceitar meu ponto de vista ou encontrar algo que só você pode ver.
experimente.
salamandras

Ref. 05235
um grande anjo protetor de queixo pontudo
fogo é ímpeto
é impulso
é selvageria.
descontrolado, é incêndio.
em equilíbrio, aquece e ilumina.
fogo é coragem,
é força de transformação.
fogo é ódio e paixão.
o ódio ataca o fígado.
já a paixão, caros amigos...
a paixão
põe graça
no mundo.

Ref. 05236
e esse pássaro brilhante dando rasantes na noite?

Ref. 05237
a porta
essas imagens nasceram em uma tarde fria de sol em leão, aquecida por uma centenária e elegante salamandra repleta de impetuosas salamandras.

Ref. 05250

Ref. 05251
(indisponível)

Ref. 05244
alguém de cabelos escuros surgindo do centro de uma rosa amarela

Ref. 05248

Ref. 05249
provavelmente organza de seda
mas o que mais?
salamandra é uma lareira compacta de ferro fundido em que pequenos pedaços de lenha alimentam uma chama comedida, porém potente, que aquece e anima um espaço.
naves entram no corredor de fótons multi-direcionais

Ref. 05279
salamandra também é o nome dado aos elementais do fogo.

Ref. 05238
tigre de dentes de sabre em ataque muito bem determinado

Ref. 05240
elementais são representações dos espíritos de cada um dos quatro elementos da natureza, algo como os responsáveis míticos e místicos pela festa contínua da existência; o que faz aquilo que é, cientificamente, classificado como inanimado, viver.
bailarina salta em parafuso com as fitas das sapatilhas envolvendo suas pernas e pés em ponta
o palco do picadeiro jamais será como antes

Ref. 05295

Ref. 05312
e o público exulta em êxtase
pégaso recém nascido se prepara para o primeiro vôo enquanto caravelas seguem para o lado oposto

Ref. 05241
as fotografias deste ensaio são como retratos desses elementais, dessa magia de ignição. é como se, naquela tarde, fosse transposto o véu que separa a realidade trivial e o mundo mágico dos seres sutis; e as salamandras, graciosa e generosamente, decidissem emprestar sua dança às lentes.

Ref. 05243
moça de cabeleira exuberante e nariz arrebitado espia, curiosa, o que está acontecendo.
anime ou caipora?
com a energia do fogo, estas imagens aquecem, animam, movimentam e entusiasmam.

Ref. 05254
(indisponível)

Ref. 05259
aqui, vejo opiniões fortes apresentadas com metáforas criativas e irrefutáveis.

Ref. 05262

Ref. 05266
picasso representaria a carta da torre assim. e rapunzel sai.

Ref. 05289

Ref. 05291
vulcões ativos

Ref. 05273
cavaleiro saltando sobre obstáculos imaginários em uma prova de hipismo
pietà

Ref. 05274
Ref. 05298

Ref. 05296


Ref. 05307
tantra

Ref. 05309
Ouse arder.
depois de acompanhar suas valquírias em mais uma vitória, freya, deusa tanto do amor quanto da guerra, despe delicadamente seu traje de batalha, o manto de penas de falcão que a faz voar e adorna sua nudez livre. O chão, ao ser tocado por seus pés, floresce, feliz pela honra de servir de aconchego ao seu explendor.

Ref. 05311